A Copa do Mundo de 2026 promete ser um dos maiores eventos esportivos da história. Pela primeira vez, o torneio reunirá 48 seleções e será disputado em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Com início nesta quinta-feira (11), a competição também representa uma oportunidade para o mercado cripto ganhar visibilidade diante de milhões de torcedores ao redor do mundo.
Embora o Bitcoin e outras criptomoedas não tenham relação direta com o desempenho das seleções, ativos ligados ao futebol costumam ganhar destaque durante grandes eventos esportivos.
O que aconteceu durante a Copa de 2022?
O principal exemplo veio dos fan tokens, criptomoedas criadas para aproximar torcedores de clubes e seleções. Segundo levantamento da CoinGecko, os fan tokens da Argentina e de Portugal registraram valorizações próximas de 47% e 45%, respectivamente, nas semanas que antecederam a Copa do Mundo do Catar. O aumento ocorreu à medida que o interesse dos fãs crescia antes do início do torneio.
No entanto, a tendência mudou durante a competição. Os preços passaram a reagir aos resultados das partidas e ao sentimento do mercado. Em muitos casos, investidores compraram ativos antes da Copa e realizaram lucros quando o evento começou, comportamento conhecido no mercado financeiro como “comprar o rumor e vender o fato”.
Além dos fan tokens, criptomoedas ligadas ao ecossistema esportivo também podem se beneficiar da maior visibilidade gerada pela competição. É o caso do token CHZ, da Chiliz, plataforma utilizada por diversos clubes e seleções para a emissão de fan tokens. Com o aumento do interesse dos torcedores e investidores, projetos relacionados à infraestrutura desse mercado tendem a receber mais atenção durante grandes eventos esportivos.
O que mudou para 2026?
O mercado de criptomoedas está mais maduro do que em 2022. Nos últimos anos, houve avanços regulatórios em diversas regiões e uma participação maior de investidores institucionais.
Além disso, a tecnologia blockchain ganhou mais espaço no esporte. A FIFA ampliou suas iniciativas digitais e segue investindo em soluções baseadas em blockchain para engajar torcedores e oferecer novas experiências relacionadas ao futebol.
Com os holofotes voltados para a Copa do Mundo de 2026, ativos e projetos relacionados ao universo esportivo podem registrar um aumento no interesse dos investidores.
O que esperar do mercado durante o torneio?
A expectativa é que os fan tokens sejam novamente os ativos mais impactados pela competição. Seleções com grande torcida e forte exposição internacional tendem a concentrar o interesse dos investidores.
Por outro lado, é importante destacar que eventos esportivos costumam gerar movimentos especulativos de curto prazo. O aumento da visibilidade não garante valorização sustentável dos ativos, principalmente em um mercado conhecido pela alta volatilidade.
Por isso, investidores devem analisar os fundamentos de cada projeto e evitar decisões baseadas apenas na empolgação gerada pelo evento.
Simplificando o uso de criptomoedas no dia a dia. Kamoney.
O impacto da Copa além dos gramados
A Copa do Mundo de 2026 tem potencial para aumentar a exposição das criptomoedas ao público global, especialmente por meio dos fan tokens e de iniciativas baseadas em blockchain. No entanto, a experiência de torneios anteriores mostra que o impacto costuma ser mais forte no curto prazo.
Para investidores, o desafio será separar o entusiasmo do evento das oportunidades que realmente apresentam valor de longo prazo.




