Golpe

Mercado cripto registra mais de US$ 1,1 bilhão em perdas com hackers em 2026

O mercado de criptomoedas alcançou novos patamares de adoção nos últimos anos, mas o crescimento também chamou a atenção de criminosos. No primeiro semestre de 2026, ataques contra protocolos, carteiras e infraestruturas blockchain provocaram prejuízos superiores a US$ 1,1 bilhão, tornando o período o mais crítico já registrado para o setor em número de incidentes.

Segundo a empresa de segurança Blockaid, foram identificados 212 ataques nos seis primeiros meses do ano, evidenciando que a segurança continua sendo um dos principais desafios da indústria.

Ataques ficaram mais sofisticados em 2026

Os ataques registrados em 2026 mostram uma mudança importante no perfil dos criminosos. Se antes muitas invasões exploravam falhas em contratos inteligentes, agora os hackers têm concentrado esforços na obtenção de chaves privadas, credenciais administrativas e vulnerabilidades em componentes externos dos protocolos.

Essa mudança dificulta a prevenção, pois muitos ataques deixam de depender exclusivamente de erros no código e passam a explorar falhas operacionais, engenharia social e comprometimento de acessos privilegiados. Em diversos casos, uma única credencial comprometida foi suficiente para permitir movimentações milionárias de ativos digitais.

Ethereum e Solana lideram as perdas

O relatório da Blockaid aponta que os ecossistemas de Ethereum e Solana concentraram a maior parte dos prejuízos financeiros no primeiro semestre. Protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), pontes entre blockchains e aplicações voltadas para liquidez continuam entre os principais alvos dos criminosos devido ao elevado volume de recursos movimentados diariamente.

Outro dado que chama atenção é a concentração das perdas em poucos ataques de grande impacto no mercado de criptomoedas. Grandes invasões responderam por parcela significativa do valor roubado, demonstrando que grupos especializados continuam buscando alvos capazes de gerar retornos milionários em uma única operação.

Especialistas também observam que o aumento da complexidade dos protocolos amplia a superfície de ataque, exigindo investimentos constantes em auditorias, monitoramento em tempo real e mecanismos de resposta rápida.

Grupos organizados continuam sendo uma ameaça

A Blockaid estima que aproximadamente 55% dos valores roubados no semestre estejam ligados a grupos patrocinados pela Coreia do Norte, conhecidos por realizar operações altamente sofisticadas contra empresas do setor. Essas organizações combinam ataques técnicos com campanhas de engenharia social para obter acesso a sistemas internos e credenciais sensíveis.

Além das organizações estatais, criminosos independentes também têm aproveitado o crescimento do mercado para aplicar golpes envolvendo sites falsos, carteiras adulteradas, aplicativos maliciosos e links fraudulentos compartilhados em redes sociais.

Como investidores podem reduzir os riscos

Embora nenhuma solução elimine totalmente a possibilidade de ataques, algumas práticas reduzem significativamente as chances de perdas. O uso de autenticação em dois fatores, carteiras de hardware para armazenar grandes quantias, verificação cuidadosa de endereços antes das transações e a atualização constante dos aplicativos utilizados são medidas fundamentais.

Também é importante desconfiar de promessas de rendimento elevado, mensagens recebidas por canais não oficiais e solicitações para assinar transações sem compreender seu conteúdo. Em muitos casos, o prejuízo ocorre porque o próprio usuário autoriza, sem perceber, uma operação maliciosa.

À medida que o mercado amadurece, segurança deixa de ser apenas uma responsabilidade das plataformas e passa a depender também da educação dos investidores.

Na Kamoney, segurança e liberdade caminham juntas.

Segurança será cada vez mais decisiva

O recorde de ataques registrado no primeiro semestre de 2026 reforça que a evolução do mercado de criptomoedas precisa caminhar ao lado do fortalecimento das práticas de segurança. O crescimento da adoção, da tokenização e das aplicações descentralizadas amplia as oportunidades, mas também exige protocolos mais robustos e usuários mais preparados.

Com investimentos crescentes em monitoramento, auditorias e tecnologias de proteção, o setor busca reduzir a ocorrência de novos incidentes. Ainda assim, manter boas práticas de segurança continuará sendo uma das formas mais eficazes de proteger ativos digitais em um ambiente que evolui rapidamente.