Criptomoedas

Deutsche Bank planeja expandir custódia cripto para a Ásia em 2027

O Deutsche Bank, maior banco da Alemanha, prepara o lançamento de um serviço de custódia de ativos digitais para clientes institucionais e corporativos, com planos de expansão para centros financeiros da Ásia em 2027.

A iniciativa prevê suporte inicial a criptomoedas como Bitcoin e Ether, além de uma futura ampliação dos serviços relacionados a ativos digitais.

Lançamento começa pela Alemanha

O Deutsche Bank pretende iniciar a operação nas próximas semanas, começando pelo mercado alemão. A expansão para a Ásia está prevista para 2027, embora os primeiros destinos ainda não tenham sido divulgados.

O projeto faz parte da estratégia da instituição para ampliar suas atividades de banco corporativo, com uma meta de crescimento anual composto de 8% nessa área até 2028. Para o banco, o avanço da economia digital e a ampliação do uso de ativos digitais criam novas oportunidades para a oferta de serviços financeiros.

Em comunicado publicado em setembro, o Deutsche Bank informou que a solução será direcionada inicialmente a empresas e clientes institucionais na Europa. O início das operações está condicionado à conclusão dos procedimentos regulatórios aplicáveis.

Bitcoin, Ether e stablecoins entre os ativos previstos

A oferta inicial deverá contemplar Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), além de stablecoins selecionadas, como USDC, EURC e EURAU. Essas moedas digitais são projetadas para manter uma relação de valor com moedas tradicionais, embora suas estruturas e condições de funcionamento variem.

O serviço permitirá que os clientes mantenham ativos digitais sob custódia do banco e realizem transferências para terceiros. A instituição ficará responsável pela administração das carteiras digitais.

De acordo com o banco, a infraestrutura contará com diferentes camadas de proteção, incluindo controles de acesso, aprovações por mais de uma pessoa, armazenamento em ambientes distintos e procedimentos de recuperação. O objetivo é reduzir a necessidade de os próprios clientes desenvolverem e manterem sistemas de custódia.

A oferta será voltada a empresas, gestoras de ativos, fundos de hedge, custodiantes, corretoras e instituições soberanas elegíveis. Portanto, não se trata, inicialmente, de um serviço destinado ao público de varejo.

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Tokenização amplia os planos do banco

Além da custódia cripto, o Deutsche Bank pretende desenvolver serviços relacionados à movimentação de stablecoins, depósitos tokenizados e emissão de títulos digitais registrados em blockchain.

A tokenização consiste em representar ativos ou direitos por meio de registros digitais em uma infraestrutura baseada em blockchain. No setor financeiro, essa tecnologia pode ser aplicada a instrumentos como títulos de dívida e depósitos, conforme as características e regras de cada produto.

Em declarações à Reuters, Gerald Podobnik, co-chefe do banco corporativo do Deutsche Bank, afirmou que soluções baseadas em blockchain devem complementar os serviços financeiros tradicionais, em vez de necessariamente substituí-los.

A estratégia acompanha o movimento de instituições financeiras que buscam incorporar ativos digitais a estruturas reguladas e a serviços já oferecidos a clientes corporativos.

Expansão depende de regras e demanda

Embora o banco tenha anunciado seus planos, o alcance geográfico, os ativos atendidos e as funcionalidades poderão mudar conforme exigências regulatórias, aprovações internas e demanda dos clientes. A instituição também destaca que os criptoativos estão sujeitos a riscos, incluindo volatilidade, fraudes e incidentes cibernéticos, e não contam com proteção equivalente à garantia de depósitos bancários elegíveis.

A expansão prevista para 2027 representa uma nova etapa da estratégia digital do Deutsche Bank. O avanço da iniciativa dependerá da implementação do serviço na Alemanha e da definição das condições necessárias para atender mercados asiáticos.