Criptomoedas

Criptomoedas ganham espaço e já alcançam 29 milhões de brasileiros

As criptomoedas vêm conquistando cada vez mais espaço entre os brasileiros. Uma nova pesquisa mostra que esse mercado já alcança mais pessoas do que ações e CDBs.

O levantamento também revela como o acesso facilitado e a maior familiaridade com esse segmento ajudaram a ampliar sua presença no país.

Criptomoedas ampliam presença no Brasil

A 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas, realizada pelo Datafolha em parceria com a Paradigma Education, aponta que 17,2% dos brasileiros com mais de 16 anos têm ou já tiveram ativos digitais. O percentual representa cerca de 29 milhões de pessoas. O número supera os 15,1% que afirmam já ter investido em CDBs e títulos públicos e os 7,4% que investiram em ações.

Apesar do avanço, investimentos tradicionais continuam relevantes. A poupança, por exemplo, ainda apresenta uma presença muito superior entre os brasileiros.

Mesmo assim, os dados mostram que as criptomoedas deixaram de ocupar apenas um espaço de nicho e passaram a disputar atenção com produtos financeiros conhecidos.

Acesso mais simples impulsiona o mercado

A expansão também está relacionada à facilidade de acesso. Aplicativos bancários e plataformas financeiras passaram a oferecer serviços ligados ao mercado cripto, reduzindo parte das barreiras para novos investidores.

Com isso, o usuário não precisa necessariamente recorrer a uma plataforma especializada para conhecer esse segmento. Essa mudança contribui para aproximar as criptomoedas da rotina financeira dos brasileiros.

Além disso, o maior conhecimento sobre o setor acompanha essa popularização. O Bitcoin continua como principal referência, enquanto outros tokens também começam a ganhar reconhecimento.

Bitcoin em destaque

Entre as criptomoedas conhecidas pelos brasileiros, o Bitcoin mantém uma posição de destaque. A popularidade do ativo ajuda a explicar por que ele continua sendo uma das principais portas de entrada para o mercado cripto. Ao mesmo tempo, o avanço de stablecoins, tokenização e outros projetos amplia as possibilidades dentro desse setor.

Esse movimento também aproxima o mercado de ativos digitais do sistema financeiro tradicional, criando novos produtos e formas de utilização.

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Regulamentação avança no Brasil

O crescimento do mercado ocorre paralelamente ao avanço da regulamentação brasileira. Em novembro de 2025, o Banco Central publicou as Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, que estabeleceram regras para autorização, funcionamento e prestação de serviços relacionados a ativos virtuais.

Parte importante desse marco regulatório entrou em vigor em 2 de fevereiro de 2026. A Resolução BCB nº 519, por exemplo, passou a disciplinar os processos de autorização das empresas que oferecem serviços relacionados a esses ativos.

Mais recentemente, em 1º de julho de 2026, o Banco Central publicou a Resolução BCB nº 580. A medida classificou essas empresas como instituições do Tipo 3 e estabeleceu o cronograma para aplicação das regras prudenciais.

Esse avanço acompanha a expansão do setor e busca estabelecer padrões mais claros para as empresas que atuam no mercado de ativos digitais.

Cripto ganha espaço entre os brasileiros

Os números da pesquisa mostram uma mudança importante no comportamento financeiro da população. Com aproximadamente 29 milhões de brasileiros que possuem ou já possuíram criptomoedas, esses ativos alcançam uma parcela maior da população do que ações e CDBs.

O crescimento, porém, não elimina os riscos associados aos ativos digitais. A volatilidade continua sendo uma característica importante do mercado, tornando necessário compreender o seu funcionamento antes de investir.

Ainda assim, com maior acesso, conhecimento e avanços na regulamentação, esses ativos  ganham espaço cada vez maior no cenário financeiro brasileiro.